18 de dez. de 2012

- Don't Be Afraid Of The Dark -

- Continuação -

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CAPÍTULO 7 - Caça ao Tesouro

Procuramos, procuramos, procuramos e não achamos absolutamente nada. Até que Jeanne escuta ruídos e sai correndo a procura da saída. Ainda traumatizada por tudo o que aconteceu, seu medo era maior do que qualquer coisa alí. Eu acabei ficando pra traz. Escutei um berro enorme de desespero da Jeanne. Corri ao encontro dela, mas só encontrei seu chapéu de bruxa jogado no chão. Eu sabia que algo estava errado. Lá o sinal do celular era muito fraco e ficava oscilando. 
Eu estava ficando enjoada e meio tonta por causa do cheiro forte que ainda exalava dos velhos tanques da usina. Mesmo assim ainda continuava procurando pela Jeanne. 

O local era infestado de ratos, insetos e vários outros animais nojentos que me davam calafrios. A noite era tomada pela sinfonia dos grilos e morcegos que ali habitavam. E no meio de todo o silencio escutei um barulho, era a Jeanne chorando. Corri em direção aos gritos e então me deparei com ela sentada ao lado de uma pia, com os olhos vermelhos e com o nariz sangrando.
Perguntei o que tinha acontecido. Jeanne me olhou com um ar diferente. Vi que ela não estava em seu estado normal. Jeanne com sua voz rouca e doce disse que estava bem e que só estava carente, precisando de um ombro amigo. Aquilo me deixou comovida. A envolvi em meus braços e quando menos esperava, ela tentou me beijar. Aquilo me deixou assustada... Como pode aquela amiga que tenho a tanto tempo, agora querer me beijar? Acabei cedendo por alguns instantes. Sua boca tinha gosto de sangue. Seu corpo cheirava a morte. Sua pele estava fria. Tinha certeza que havia algo estranho nela. Eu a empurrei, mas mesmo assim ela vinha pra cima de mim querendo me despir. Ela agia como um animal. Mais uma vez me atacou e beijou meu pescoço. Nesse momento senti um frio enorme na espinha. Jeanne sussurrou levemente no meu ouvido: "Não se deve brincar com coisas mortas, sua sapata vadia!". Nesse exato momento Jeanne caiu em risos, uma gargalhada maléfica, totalmente única e diferente. Aquilo me arrepiou. Tirei Jeanne de cima de mim, a peguei pelo braço mas ela o puxou de volta gritando comigo. Logo em seguida desmaiou. 

Victor e Bia chegaram para irmos embora e se depararam com aquela cena. Jeanne acordou e em uma fração de segundos sumiu novamente. Fomos a procura dela, e logo em seguida Bia desapareceu, deixando eu e o Victor a procura das duas.
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To be Continued...
-em breve postarei o oitavo capítulo-

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